Eu sou terráqueo. Não sou branco, não sou negro e nem amarelo.
Eu sou nativo. Nativo da terra, eu pertenço a ela, mas ela não me pertence.
Mas parece que há na terra extra terrestres. Pior, eles é que ditam as
regras. Eles lidam com o planeta como se fossem forasteiros colhendo
souvenirs e consumindo tudo, para um dia voltarem para algum lugar fora
da Terra, no espaço.
O que fizeram os europeus nas Américas, na África? Mataram, saquearam,
consumiram o que lhes era do agrado e foram embora. Lógico, eles não
eram desses lugares, eles iriam voltar pra casa. Não digo isso para
julgar os europeus. Falo isso para que entendam a lógica do raciocínio.
Quem não é do lugar destrói sem se importar.
Enquanto os povos nativos acreditam que Deus é o sol, a chuva, os ventos, os rios, o mar, coisas terrenas e mais, que não existe só um Deus, os
extra-terrestres acreditam num Deus único, totalitário e que vive no céu, ou seja, um extra-terrestre.
Criam,inventam todo tipo de soluções para que “o homem viva melhor”, mas para eles o homem, ou mais precisamente, a vida não tem valor. Antonin Artaud dizia a respeito deles, “são a cultura da morte”, para eles as coisas mortas é que têm valor. Porque o homem vivo lhes interessaria? Não interessa. O petróleo, a coisa mais morta que existe na terra é seu maná, é sua pedra de toque. Por ele justificam matanças, por ele escravizam e humilham a vida.
Chegou a hora dos terráqueos acordarem e a fabulosa revolução começar.Chegou a hora de dizer não às coisas mortas. Chegou a hora de cultuarmos a
vida e fazer como os povos nativos. Chegou a hora de cultuarmos a terra.
Vamos criar e inventar soluções para melhorar a vida na terra. Não a vida do homem, a vida.
Muito mais pode ser dito, mas este é apenas um manifesto, um grito de um terráqueo, pois eu sou terráqueo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Hendrix Rock and Blues
Por Flademir Cardoso
Jimi Hendrix não foi um músico excepcional no sentido exato da palavra. Autodidata e canhoto, tocava de maneira completamente estranha uma guitarra Fender Stratocaster para destros, com as cordas invertidas. Revolucionou a maneira de tocar guiatarra, desenvolvendo o uso da alavanca e principalmente dos pedais conhecidos como wha-wha. Mais do que isso colocou a figura do guitarrista como principal personagem nas bandas de rock. Seus solos e riffs foram uma das principais raízes para o nascimento do heavy metal.
Em 1965, em uma de tantas apresentações ao vivo como acompanhante de bandas diversas, Jimi chamou a atenção de Little Richard, grande astro e pioneiro do rock and roll dos anos 50. Apesar da excelente recepção por parte do público e da boa química surgida entre o vocalista e guitarrista, o ego imenso de Little Richard não permitiria que um guitarrista talentoso ofuscasse a sua presença no palco. Com a desculpa de que Hendrix havia perdido o ônibus da banda após um show em Nova York, Little Richard o demitiu, felizmente não antes que alguns dos shows houvessem sido devidamente registrados.
Devido à excelente repercussão de suas performances com Little Richard Jimi consegue um contrato de dois anos com a gravadora Columbia. Rapidamente deixa de ser figurante e monta sua própria banda, Jimmy James and The Blue Flames. O jovem guitarrista canhoto chama a atenção não apenas pelos solos imprevisíveis e de estilo inédito até a época, mas também pela extrema habilidade em tocar a guitarra com os dentes ou nas costas.
Ainda em 1967 sai o segundo álbum, Axis: Bold as Love, logo seguido por Electric Ladyland (em janeiro de 1968) que continha o hit All Along the Watchtower de Bob Dylan. Segue-se uma fase de muitas participações de Hendrix como músico ou compositor em discos de artistas diversos. A banda Experience é desfeita e Hendrix monta uma nova banda com Mitch Mitchell, Billy Cox, o segundo guitarrista Larry Lee e os percursionistas Juma Sultan e Jerry Velez. O novo nome da banda é Gypsy Sons. Logo Mitch Mitchell seria substituído por Buddy Miles e a banda mudaria de nome para Band of Gypsys.
Em 1970 a banda Experience seria reformulada e lançariam The First Rays of the New Rising Sun, logo depois mudando novamente de nome para Cry Of Love.
Em 18 de setembro de 1970 Jimi Hendrix entrou em coma em um quarto de hotel de Londres, sozinho, sendo encontrado desacordado por uma equipe de paramédicos. A caminho do hospital foi constatada a sua morte em virtude de sufocamento por seu próprio vômito. Existem muitas controvérsias sobre a real causa da morte, mas provavelmente Hendrix sofreu uma overdose de pílulas tranquilizantes.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Eternamente John Lennon

Por Flademir Cardoso
Neste dia 9 de outubro de 2009, John Lennon estaria completando 69 anos, se não fossem os tiros disparados por Mark Chapman, em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980. Entre estas datas o mundo assistiu a queda do Muro de Berlim em , a vitória dos EUA na guerra Fria, o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o desmoronamento das Torres Gêmeas. Apesar de ausente, ele não ficou em silêncio. É como cantava um grande fã seu: os homens passam,as músicas ficam.
John nasceu quando o mundo estava em guerra, na década seguinte viu o rock´n´roll surgir, atravessou os anos de 1960 fazendo um enorme sucesso com a banda The Beatles, quando ela acabou, dedicou-se com mais intensidade à paz mundial e passou os últimos anos de sua vida como um responsável pai de família.
Além de pacifista, Lennon levantou bandeiras a favor das mulheres, que receberam uma canção em especial intutilada Woman (Mulher), lançada no albún Double Fantasy de 1980, alias o último de Lennon em vida, falava da igualdade racial, enfim, de um mundo melhor. Toda a sua trajetória, todo o seu discurso, todo o seu sucesso foi através da música. O garoto de Liverpool conseguiu conquistar o mundo com uma guitarra na mão e frases simples como Give Peace a Change (dê uma chance à paz). Duas de suas canções são consideradas hinos: Imagine, o hino da paz; e, All You Need Is Love, o hino do amor. Paz & Amor, o lema de sua geração.
A música possibilitou que John continuasse “Across the Universe”. Apesar disso, é difícil imaginar como seria a festa de seu sexagésimo oitavo aniversário. Sendo que diz a lenda, que em seu último aniversário vivo, em 80, Lennon e Sean receberam um presente dos céus, com aviões de acrobacia desenhando suas iniciais em cima do Central Park. De uma coisa tenho certeza, não iria faltar o velho e bom rock´n´roll.
Saudações Culturais
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Sapiranga Rock'n Roll
Podemos analisar o contexto histórico e cultural de nosso municipio em várias fazes, começando pelo conflito dos mucker liderado por Jacobina Mentz Mauer e seu marido, João Mauer, história retratada em 2002 pelo cineasta Fábio Barreto que reproduziu a saga dos mucker no filme “ A Paixão de Jacobina”, com Letícia Spiller no papel principal, desfrutando de um belo cenário natural que é o nosso Morro Ferrabraz, que também serviu de plataforma para muito brasileiros de Voo livre ao longo destes anos, a cidade em 1980 foi palco de um grande festival de rock onde participou a 1° banda de rock'n roll. Criada em 1978, a Banda Verde Maduro, que logo se destacou na região do Vale dos Sinos, pelas composições próprias principalmente pelas letras de cunho social e político sem deixar de cantar o amor. A Banda foi desativada em 1987, retornando em 2004 para algumas apresentações na região. Possui uma demo gravada em 1985 das músicas RADIANTE e EXPRIMIR SUA VIBRAÇÃO. Atualmente encontra-se em estúdio gravando o seu disco . A Verde Maduro é composta por Paulo Gordo na bateria, Vovô na guitarra, Marco Lima no baixo e Geraldo nos vocais. Aproveitando o fato do Rio Grande do Sul, ser o estado mais roqueiro do Brasil, sapiranga se destaca como berço de muitas bandas de rock dos mais variados estilos, mas nunca esquecendo das suas raízes dos anos 70 e 80 como, Led Zeppelin, AC/DC, The Who, Rolling Stones, Grand Funk Railroad, Beatles e muitas outras, levando sempre em consideração a amizade e a liberdade de fazer rock'n roll.
Difícil falar em rock'n roll sem lembrar do Bar do Morro que é o circuito do maior festival rock do Brasil, Morro Stock, que em sua 2° edição apresentaram-se mais de 30 bandas em 3 dias de muita diversão.
Difícil falar em rock'n roll sem lembrar do Bar do Morro que é o circuito do maior festival rock do Brasil, Morro Stock, que em sua 2° edição apresentaram-se mais de 30 bandas em 3 dias de muita diversão.
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