Eu sou terráqueo. Não sou branco, não sou negro e nem amarelo.
Eu sou nativo. Nativo da terra, eu pertenço a ela, mas ela não me pertence.
Mas parece que há na terra extra terrestres. Pior, eles é que ditam as
regras. Eles lidam com o planeta como se fossem forasteiros colhendo
souvenirs e consumindo tudo, para um dia voltarem para algum lugar fora
da Terra, no espaço.
O que fizeram os europeus nas Américas, na África? Mataram, saquearam,
consumiram o que lhes era do agrado e foram embora. Lógico, eles não
eram desses lugares, eles iriam voltar pra casa. Não digo isso para
julgar os europeus. Falo isso para que entendam a lógica do raciocínio.
Quem não é do lugar destrói sem se importar.
Enquanto os povos nativos acreditam que Deus é o sol, a chuva, os ventos, os rios, o mar, coisas terrenas e mais, que não existe só um Deus, os
extra-terrestres acreditam num Deus único, totalitário e que vive no céu, ou seja, um extra-terrestre.
Criam,inventam todo tipo de soluções para que “o homem viva melhor”, mas para eles o homem, ou mais precisamente, a vida não tem valor. Antonin Artaud dizia a respeito deles, “são a cultura da morte”, para eles as coisas mortas é que têm valor. Porque o homem vivo lhes interessaria? Não interessa. O petróleo, a coisa mais morta que existe na terra é seu maná, é sua pedra de toque. Por ele justificam matanças, por ele escravizam e humilham a vida.
Chegou a hora dos terráqueos acordarem e a fabulosa revolução começar.Chegou a hora de dizer não às coisas mortas. Chegou a hora de cultuarmos a
vida e fazer como os povos nativos. Chegou a hora de cultuarmos a terra.
Vamos criar e inventar soluções para melhorar a vida na terra. Não a vida do homem, a vida.
Muito mais pode ser dito, mas este é apenas um manifesto, um grito de um terráqueo, pois eu sou terráqueo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
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