quarta-feira, 25 de maio de 2011

novo código florestal.......

*NA SEMANA PASSADA houve uma verdadeira batalha econômica, política e
ideológica, travada entre diferentes interesses das classes sociais
brasileiras, tendo como palco a Câmara dos Deputados. O objetivo: quem pode
se apropriar dos bens da natureza de nosso território.*
*Qual é a situação atual? Há uma legislação em vigor, o Código Florestal
brasileiro, que determina a manutenção de áreas de reservas (intocadas) de
80% de cada estabelecimento na Amazônia, e 35% no bioma do cerrado. E há as
condicionantes de que nas beiras dos rios, riachos e no topo dos morros e
montanhas é preciso preservar e recuperar, como forma de proteger nossa água
potável.*
*Os capitalistas sempre agrediram a natureza, burlando a lei para buscar o
lucro máximo, retirando a madeira, fazendo carvão, e colocando seus bois e a
soja.*
*Muitos deles foram apanhados pelo Ibama em seus crimes ambientais e as
multas somam mais de R$ 8 bilhões. Só 1% foi pago.*
*E claro, há muitos pequenos agricultores nas regiões Sudeste e Sul, que por
falta de consciência, desconhecimento ou oportunismo, também desmataram até
a beira dos rios e no topo das montanhas nos últimos 100 anos. Mas não são
muitos; segundo levantamento governamental apenas 8% dos pequenos
agricultores.*
*Com o avanço dos interesses do capital financeiro e das grandes empresas
transnacionais do agronegócio sobre nossa agricultura, o Código Florestal
representa uma barreira para expansão de sua sanha lucrativa. Por isso
precisam derrubar os limites do código, para colocar o cerrado e amazônia à
mercê da soja, do boi etc.*
*Por outro lado, os fazendeiros inadimplentes com as multas, entre eles 27
deputados federais da direita, entrarão no Serasa a partir de 11 de junho e
não poderão acessar mais recursos públicos ou de crédito.*
*Ascendeu a luz amarela. Gastaram milhões para eleger sua bancada ruralista.
Fizeram acordos posteriores e ofereceram seus votos para eleger o presidente
da Câmara. Apostaram no apoio da Rede Globo e outros grandes jornais. Todo o
circo montado para que o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que
atendia seus interesses, tivesse votação célere, e a sociedade não se
atentasse aos interesses que estão em jogo. *
*O governo encomendou uma pesquisa e percebeu que 95% da população
brasileira é contra qualquer mudança que implique em desmatamento de nossa
natureza. E a partir daí, começou a mexer-se.*
*Apresentou uma emenda alternativa ao relatório de Aldo Rebelo, e mesmo
assim, dois deputados falsificaram a proposta ao levá-la ao plenário.*
*Tudo isso gerou indignação, e a maior parte da bancada do PT, PSOL e PV
mobilizou-se para impedir a votação. Assim, ficamos livres, por enquanto, da
votação das mudanças propostas pelo relatório de Aldo Rebelo. Os
parlamentares direitistas querem votar logo porque sabem que têm a maioria
da Câmara amarrada e não querem que a sociedade brasileira se mobilize. Por
isso, o tempo funciona contra seus interesses.*
*Na semana passada houve também uma reunião em São Paulo com mais de 50
entidades nacionais, desde a CNBB, Greenpeace, setores da Contag, CUT,
movimentos sociais do campo, da Via Campesina, e entidades ambientalistas,
movimentos feministas. Todos contra o relatório de Aldo Rebelo. Lançaram um
manifesto nacional e prometem aumentar a mobilização em suas bases.*
*O que está em jogo é se os bens da natureza que temos no nosso território
devem ser usados em benefício de toda a sociedade ou liberados apenas para
que a sanha do lucro fácil seja apropriado por fazendeiros, empresas
estrangeiras e seus prepostos no Congresso Nacional.*
*A emenda do governo é mais sensata e pelo menos se contrapõe às mudanças
mais espoliativas do relatório de Rebelo, embora não seja o ideal. Por isso,
esperamos todos que haja um debate com toda a sociedade sobre as propostas
em disputa. E quando for a votação na Câmara, que os interesses do povo
brasileiro se sobreponham aos interesses da banca ruralista, financiada pelo
poder econômico, pagos com mais de R$ 800 milhões na campanha eleitoral,
como a imprensa divulgou na ocasião.*
*E depois, quando for ao Senado, esperamos que os senadores tenham mais
juízo ainda. Afinal, lá há apenas 13 senadores ruralistas de um total de 81.
E por fi m, quando for à sanção presidencial, que a presidenta Dilma tenha
mais juízo ainda e coragem em vetar tudo o que afete os interesses do povo.*
*E se o povo for derrotado em todas essas instâncias, cabem ainda ações de
inconstitucionalidade, como promete fazer o Ministério Publico Federal. E
aos movimentos sociais cabe lutar com suas bases por um plebiscito nacional
que de fato discuta com todo povo, e ele decida sobre como quer usar os bens
da natureza no Brasil.*
*Portanto, teremos ainda uma longa luta para que os bens da natureza tenham
uma função social para todos os seres vivos desse território, e não apenas
lucro para meia dúzia de oportunistas.*
(*Editorial do jornal brasil de fato – edição 429 - de 19 a 25 de maio de
2011)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Arte do Bem


Por Flademir Cardoso

A arte do grafitti é uma forma de manifestação artística em locais públicos. A definição mais popular diz que o grafiti é um tipo de inscrição feita em paredes, desta maneira temos relatos e vestígios do mesmo desde de o império romano. Seu aparecimento na idade contemporânia se deu na década de 1970, em Nova York, onde alguns jovens começaram a deixar seus marcas nas paredes da cidade, e que algum tempo depois essas marcas evoluíram com técnica e desenhos mais detalhados.
O grafite esta ligado a vários movimentos, mas em especial ao Hip Hop. Para este movimento o grafite é a forma de expressar toda a opressão e preconceito da humanidade, o grafite reflete a realidade das ruas. No Brasil o grafite chegou na década de 70, em São Paulo, mas os brasileiros não se contentaram com o grafite norte americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro de ser, o grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores e ousados do mundo.
Em Sapiranga no Rio Grande do Sul, consideramos o grafite uma forma de rebeldia dos jovens que vivem este momento transitório de suas vidas de uma forma independente e responsável. O Projeto Galerias ao ar livre, que desde 2008 já recebeu mais de mil grafiteiros de todo o país, hoje já consolidado evento anual, que através das redes sociais fazem sua própria organização para não perder nenhum tempo no momento que aqui chegam.
No brasil precisamos lutar para conquistar mais espaços deste para a prática, afinal somos um movimento de apenas 40 anos , mas com uma representação grande, mostrando organização e responsabilidade seguimos rompendo pre conceitos nesta sociedade exclusiva.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A Guerra Fascista Da Nato

Por Fidel Castro

Não era preciso ser um adivinho para saber o que previ com rigorosa precisão em três Reflexões que publiquei no sítio Web CubaDebate, entre 21 de fevereiro e 3 de março: “O plano da NATO é ocupar Líbia”, “Dança macabra de cinismo”, e “A Guerra inevitável da NATO”.

Nem sequer os líderes fascistas da Alemanha e da Itália foram tão sumamente descarados por ocasião da Guerra Civil Espanhola desatada em 1936, um episódio de que muitos talvez se tenham lembrado nestes dias.

Decorreram já desde aquela altura exatamente quase 75 anos; porém nada que possa se parecer às mudanças que aconteceram em 75 séculos, ou se quiserem, em 75 milênios da vida humana no nosso planeta.

Às vezes parece que, aqueles que serenamente opinamos sobre estes temas somos exagerados. Atrever-me-ia dizer que se calhar somos ingênuos quando supomos que todos deveríamos ficar cientes do engano ou da colossal ignorância a que tem sido arrastada a humanidade.

Existia em 1936 um intenso enfrentamento entre dois sistemas e duas ideologias aproximadamente equiparadas em seu poder militar.

Então as armas pareciam brinquedos comparadas com as atuais. A humanidade tinha garantida a sobrevivência, apesar do poder destruidor e localmente mortífero das mesmas. Cidades inteiras, e inclusive nações, podiam ser virtualmente arrasadas. Contudo, jamais os seres humanos, em sua totalidade, podiam ser várias vezes exterminados pelo estúpido e suicida poder desenvolvido pelas ciências e as tecnologias desta época.

Partindo destas realidades, resultam vergonhosas as notícias que são transmitidas continuadamente sobre o emprego de potentes mísseis dirigidos por laser, de total precisão; caças-bombardeiros que duplicam a velocidade do som; potentes explosivos que fazem estourar metais endurecidos com urânio, cujo efeito sobre os povoadores e seus descendentes perdura por tempo indefinido.

Cuba expôs na reunião de Genebra sua posição relativamente ao problema interno da Líbia. Defendeu sem hesitar a idéia de uma solução política ao conflito nesse país, e se opôs categoricamente a qualquer intervenção militar estrangeira.

Em um mundo onde a aliança dos Estados Unidos e das potências capitalistas desenvolvidas da Europa se apodera cada vez mais dos recursos e do fruto do trabalho dos povos, qualquer cidadão honesto, seja qual for sua posição perante o governo, opor-se-ia à intervenção militar estrangeira em sua Pátria.

O mais absurdo da situação atual é que antes de se iniciar a brutal guerra no Norte da África, em outra região do mundo a quase 10 000 quilômetros de distância, tinha acontecido um acidente nuclear num dos pontos mais densamente povoados do planeta após um tsunami provocado por um terremoto de magnitude 9 que a um país trabalhador como o Japão já quase lhe custou 30 mil vítimas fatais. Tal acidente não haveria podido produzir-se 75 anos antes.

No Haiti, um país pobre e subdesenvolvido, um terremoto de apenas 7 graus na escala de Richter ocasionou mais de 300 mil mortos, incontáveis feridos e centenas de milhares de lesados.

Todavia, no Japão o terrivelmente trágico foi o acidente na usina termonuclear de Fukushima, cujas conseqüências ainda estão por serem determinadas.

Citarei apenas algumas manchetes das agências noticiosas:

“ANSA.- A usina nuclear de Fukushima 1 está difundindo “radiações extremamente fortes, potencialmente letais”, disse Gregory Jaczko, chefe da Nuclear Regulatory Commission (NRC), o ente nuclear estadunidense.”

“EFE.- A ameaça nuclear pela crítica situação de uma usina no Japão após o sismo, tem disparado as revisões da segurança das plantas atômicas no mundo e tem levado alguns países a paralisarem seus planos.”

“Reuters.- O devastador terremoto do Japão e o aprofundamento da crise nuclear poderia gerar perdas de até 200 000 milhões de dólares na sua economia, mas o impacto global é difícil de avaliar pelo momento.”

“EFE.- A deterioração de um reator após outro na termonuclear de Fukushima continuou alimentando hoje o temor a um desastre nuclear no Japão, sem que as desesperadas tentativas para controlar uma fuga radiativa abrissem uma possibilidade à esperança.”

“AFP.- Imperador Akihito expressa preocupação pelo caráter imprevisível da crise nuclear que abate o Japão após o sismo e o tsunami que mataram milhares de pessoas e deixaram 500 000 sem lar. Informam novo terremoto na região de Tóquio.”

Há notícias que falam de temas ainda mais preocupantes. Alguns mencionam a presença de iodo radiativo tóxico na água de Tóquio, que duplica a quantidade tolerável que podem consumir as crianças mais pequenas na capital japonesa. Uma das informações fala que as reservas de água engarrafada se estão esgotando em Tóquio, cidade localizada em uma prefeitura a mais de 200 quilômetros de Fukushima.

Este conjunto de circunstâncias determina uma situação dramática para nosso mundo.

Posso expressar meus pontos de vista sobre a guerra na Líbia com inteira liberdade.

Não partilho com o líder desse país concepções políticas ou de caráter religioso. Sou marxista-leninista e martiano, como já expressei.

Vejo a Líbia como um membro do Movimento de Países Não Alinhados e um Estado soberano dos quase 200 da Organização de Nações Unidas.

Jamais um país grande ou pequeno, neste caso de apenas 5 milhões de habitantes, foi vítima de um ataque tão brutal pela força aérea de uma organização belicista que possui milhares de caças-bombardeiros, mais de 100 submarinos, porta-aviões nucleares, e suficiente arsenal para destruir o planeta numerosas vezes. Tal situação jamais a conheceu nossa espécie e não existia nada parecido há 75 anos quando os bombardeiros nazis atacaram objetivos na Espanha.

Contudo, agora a desprestigiada e criminosa NATO escreverá uma “bela” historieta sobre seu “humanitário” bombardeamento.

Se Khaddhafi fizer honra às tradições de seu povo e decidisse combater, como tem prometido, até o último alento junto dos líbios que estão enfrentando os piores bombardeamentos que jamais sofreu um país, afundará na lama da ignomínia à NATO e seus projetos criminosos.

Os povos respeitam e acreditam nos homens que sabem cumprir o dever.

Há mais de 50 anos, quando os Estados Unidos assassinaram mais de cem cubanos com a explosão do mercante “La Coubre”, nosso povo proclamou “Pátria ou Morte”. Tem cumprido, e sempre tem estado disposto a cumprir sua palavra.

“Quem intentar se apoderar de Cuba ―exclamou o mais glorioso combatente da nossa história― só recolherá a poeira do seu solo anegado em sangue”.

Peço-lhes me desculpem a franqueza com que abordo o tema.

Entre a emigração e o crime

Por Fidel Castro

Os latino-americanos não são criminais natos nem inventaram as drogas.

Os astecas, os maias, e outros grupos humanos pré-colombianos do México e da América Central, por exemplo, eram excelentes agricultores e nem sequer conheciam a cultura da coca.

Os quíchuas e os aimaras foram capazes de produzir nutritivos alimentos em terraços perfeitos que seguiam as curvas de nível das montanhas. Em planaltos que ultrapassam às vezes os três e quatro mil metros de altura, cultivavam a quina, um cereal rico em proteínas, e a batata.

Conheciam e cultivavam também a planta da coca, cujas folhas mastigavam desde tempos imemoriais para mitigarem o rigor das alturas. Tratava-se de um costume milenar que os povos praticavam com produtos como o café, o tabaco, o licor ou outros.

A coca era originária das abruptas ladeiras dos Andes amazônicos. Seus povoadores a conheciam muito tempo antes do Império Inca, cujo território, em seu máximo esplendor, espalhava-se no espaço atual do Sul da Colômbia, todo o Equador, o Peru, a Bolívia, o Leste do Chile, e o Nordeste da Argentina; que totalizava cerca de dois milhões de quilômetros quadrados.

O consumo da folha de coca se converteu em privilégio dos imperadores Incas e da nobreza nas cerimônias religiosas.

Ao desaparecer o Império após a invasão espanhola, os novos amos estimularam o hábito tradicional de mastigar a folha para estender as horas de trabalho da mão-de-obra indígena, um direito que perdurou até que a Convenção Única sobre Entorpecentes das Nações Unidas proibiu o uso da folha de coca, salvo com fins médicos ou científicos.

Foi assinada por quase todos os países. Apenas se discutia qualquer tema relacionado com a saúde. O tráfico de cocaína não atingia nessa altura sua enorme magnitude atual. Nos anos decorridos criaram-se gravíssimos problemas que exigem de análises profundas.

Sobre o espinhoso tema da relação entre a droga e o crime organizado a própria ONU afirma delicadamente que “América Latina é ineficiente no combate ao crime.”

A informação que publicam diferentes instituições varia devido a que o assunto é sensível. Os dados às vezes são tão complexos e variados que podem induzir a confusão. Do que não cabe a menor dúvida é que o problema se agrava aceleradamente.

Há quase um mês e meio, no dia 11 de fevereiro de 2011 um relatório publicado na Cidade de México pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça desse país, oferece dados interessantes sobre as 50 cidades mais violentas do mundo, pelo número de homicídios acontecidos no ano 2010. Nesse relatório se afirma que o México reúne 25% dessas cidades. Por terceiro ano consecutivo o lugar número um corresponde a Cidade Juárez, na fronteira com os Estados Unidos.

A seguir expõe que “…nesse ano a taxa de homicídios dolosos de Juárez foi 35% superior à de Kandahar, Afeganistão ―a número dois no ranking― e 941% superior à de Bagdad…”, isto é, quase dez vezes superior à capital do Iraque, cidade que ocupa o número 50 da lista.

Quase de imediato acrescenta que a cidade de San Pedro Sula, em Honduras, ocupa o terceiro lugar com 125 homicídios por cada 100 000 habitantes; sendo superada apenas por Cidade Juárez, no México, com 229; e Kandahar, Afeganistão, com 169.

Tegucigalpa, Honduras, ocupa o sexto lugar com
109 homicídios, por cada 100 000 habitantes.

Deste modo se pode constatar que Honduras, a da base aérea ianque de Palmerola, onde aconteceu um Golpe de Estado já sob a presidência de Obama, tem duas cidades entre as seis em que se produzem mais homicídios no mundo. Cidade de Guatemala alcança 106.

De acordo ao referido relatório, a cidade colombiana de Medellín, com 87.42 figura também entre as mais violentas da América e do mundo.

O discurso do Presidente norte-americano Barack Obama em El Salvador, e sua posterior conferência de imprensa, conduziram-me ao dever de publicar essas linhas sobre o tema.

Na Reflexão de 21 de março lhe critiquei sua falta de ética ao não mencionar no Chile nem sequer o nome de Salvador Allende, um símbolo de dignidade e valentia para o mundo, que morreu como conseqüência do golpe de Estado promovido por um Presidente dos Estados Unidos.

Como sabia que no dia seguinte visitaria El Salvador, um país centro-americano símbolo das lutas dos povos da nossa América que mais tem sofrido como conseqüência da política dos Estados Unidos no nosso hemisfério, eu disse: “Ali terá de inventar bastante, porque nessa irmã nação centro-americana, as armas e os treinadores que recebeu dos governos do seu país, derramaram muito sangue.”

Desejava-lhe boa viagem e “um pouco mais de sensatez.” Devo admitir que em seu longo périplo, foi um pouco mais cuidadoso no último trecho.

Monsenhor Oscar Arnulfo Romero era um homem admirado por todos os latino-americanos, crentes ou não crentes, assim como os sacerdotes jesuítas covardemente assassinados pelos capangas que os Estados Unidos treinaram, apoiaram e armaram até os dentes. Em El Salvador, a FMLN, organização militante de esquerda, levou a cabo uma das lutas mais heróicas do nosso continente.

O povo salvadorenho lhe concedeu a vitória ao Partido que emergiu do seio desses gloriosos combatentes, cuja história profunda não é hora de construir ainda.

O que urge é encarar o dramático dilema que vive El Salvador, do mesmo modo que o México, o resto da América Central e da América do Sul.

O próprio Obama expressou que por volta de 2 milhões de salvadorenhos moram nos Estados Unidos, o que equivale a 30% da população desse país. A brutal repressão desatada contra os patriotas, e a pilhagem sistemática de El Salvador imposta pelos Estados Unidos, obrigou centenas de milhares de salvadorenhos a emigrarem para aquele território.

O novo é que, à desesperada situação dos centro-americanos, junta-se o fabuloso poder dos bandos terroristas, as sofisticadas armas e a demanda de drogas, originadas pelo mercado dos Estados Unidos.

O Presidente de El Salvador no breve discurso que precedeu ao do visitante, expressou textualmente: “Insisti-lhe que o tema do crime organizado, o narcotráfico, a insegurança cidadã não é um tema que ocupe apenas a El Salvador, a Guatemala, Honduras ou a Nicarágua e nem sequer o México ou a Colômbia; é um tema que nos ocupa como região, e nesse sentido estamos trabalhando na construção de uma estratégia regional, através da Iniciativa CARFI.”

“…insisti-lhe em que este é um tema que não só deve ser abordado desde a perspectiva da perseguição do delito, através do fortalecimento das nossas polícias e dos nossos exércitos, mas que também enfatizando nas políticas de prevenção do delito e portanto, a melhor arma para combater em si a delinqüência na região, é investindo em políticas sociais.”

Em sua resposta o mandatário norte-americano disse: “O Presidente Funes tem-se comprometido a criar mais oportunidades econômicas aqui em El Salvador para que a gente não sinta que deve encaminhar-se rumo ao norte para manter sua família”.

“Sei que isto resulta especialmente importante para os aproximadamente 2 milhões de salvadorenhos que estão morando e trabalhando nos Estados Unidos.”

“…pus ao par ao Presidente sobre as novas medidas de proteção ao consumidor que promulguei, que lhes dão às pessoas mais informação e garantem que suas remessas realmente cheguem até seus seres queridos em casa.

“Hoje também estamos lançando um novo esforço para fazer face aos narcotraficantes e às gangues que têm causado tanta violência em todos os países, nomeadamente cá na América Central.”

“…dedicaremos $200 milhões para apoiar os esforços aqui na região, o que inclui encarar [...] as forças sociais e econômicas que incentivam os jovens à criminalidade. Ajudaremos para reforçar os tribunais, os grupos da sociedade civil e às instituições que defendem o estado de direito.”

Não preciso de mais uma palavra para expressar a essência de uma situação dolorosamente triste.

A realidade é que muitos jovens centro-americanos têm sido conduzidos pelo imperialismo a cruzarem uma rígida e cada vez mais infranqueável fronteira, ou prestar serviços nos bandos milionários dos narcotraficantes.

Não seria mais justo ―pergunto-me― uma Lei de Ajuste para todos os latino-americanos, como a que foi inventada para castigar Cuba há já quase meio século? Continuará crescendo até o infinito o número de pessoas que morrem cruzando a fronteira dos Estados Unidos e as dezenas de milhares que já estão morrendo cada ano nos povos aos que o senhor oferece uma “Aliança Igualitária”?

Kadafi e as potências ocidentais

Por Frei Betto

As potências ocidentais, lideradas pelos EUA, botam a boca no trombone em defesa dos direitos humanos na Líbia. E as ocupações genocidas do Iraque e do Afeganistão? Quem dobra os sinos por um milhão de mortos no Iraque? Quem conduz à Corte Internacional de Justiça da ONU os assassinos confessos no Afeganistão, os responsáveis por crimes de lesa-humanidade? Por que o Conselho de Segurança da ONU não diz uma palavra contra os massacres praticados contra os povos iraquiano, afegão e palestino?

O interesse dos EUA e da União Europeia não é a defesa dos direitos humanos na Líbia. É assegurar o controle de um território que produz 1,7 milhão de barris de petróleo por dia, dos quais depende a energia de países como Itália, Portugal, Áustria e Irlanda.

O caso do Iraque é exemplar: os EUA inventaram as jamais encontradas “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein para exercer o controle sobre um país que é o segundo maior produtor mundial de petróleo – 2,11 milhões de barris por dia, só superado pela Arábia Saudita. E possui uma reserva calculada em 115 bilhões de barris. Soma-se a essa riqueza o fato de ocupar uma posição geográfica estratégica, já que faz fronteiras com Arábia Saudita, Irã, Jordânia, Kwait, Síria e Turquia.

No próximo dia 20 de março, completam-se oito anos que os EUA e parceiros invadiram o Iraque sob o pretexto de “estabelecer a democracia”. O governo de Maliki está longe do que possa ser considerado uma democracia. Em fevereiro último, milhares de iraquianos foram às ruas para reivindicar trabalho, pão, eletricidade e água potável. O exército os reprimiu brutalmente, com mortes, detenções arbitrárias e sequestro de ativistas. Nenhuma potência mundial clamou em favor do direitos humanos nem sugeriu que Maliki responda perante tribunais internacionais.

A ONU é, hoje, lamentavelmente, uma instituição desacreditada. Os EUA a utilizam para aprovar resoluções que justifiquem seu papel de polícia global a serviço de um sistema injusto e excludente. Quando a ONU aprova resoluções que contrariam a Casa Branca – como a condenação do bloqueio a Cuba e da opressão dos palestinos – ela simplesmente faz ouvidos moucos.

Kadafi está no poder desde 1969. São 42 anos de ditadura. Por que os EUA e a União Europeia jamais falaram em derrubá-lo? Porque, apesar de seus atentados terroristas, era conveniente manter ali um déspota que atraía investimentos estrangeiros e impedia que chegassem à Europa os imigrantes ilegais da África subsaariana, ou seja, todos os países ao sul do deserto de Saara.

Agora que o povo líbio clama por liberdade, os EUA ocupam posições estratégicas no Mediterrâneo. Barcos anfíbios, aviões e helicópteros são transportados pelos navios de guerra US Ponce e US Kearsarge. A União Europeia, por sua vez, não está preocupada com a democracia na Líbia, e sim em evitar que milhares de refugiados desembarquem em seus países combalidos pela crise financeira.

Temem ainda que a onda libertária que assola os países árabes, produtores de petróleo, elevem o preço do produto, onerando ainda mais as potências ocidentais, que lutam com dificuldade para vencer a crise do sistema capitalista.

Fala-se em estabelecer uma “zona de exclusão aérea” na Líbia. Isso significa bombardear os aeroportos do país e todas as aeronaves ali estacionadas. E exige o envio de porta-aviões às costas africanas. Em suma: uma nova frente de guerra.

O fato é que a Casa Branca foi surpreendida pelo movimento libertário no mundo árabe e, agora, não sabe como proceder. Era mais cômodo prosseguir cúmplice dos regimes autoritários em troca de fontes de energia, como gás e petróleo. Mas como opor-se ao clamor por democracia e evitar o risco de o governo de tais países cair em mãos de fundamentalistas?

Kadafi chegou ao poder com amplo apoio popular ao derrubar o regime tirânico do rei Idris, em 1969. Mordido pela mosca azul, com o tempo esqueceu todas a promessas libertárias que fizera. Em 1974, valendo-se da recessão mundial, expulsou as empresas ocidentais, expropriou propriedades estrangeiras, e promoveu uma série de reformas progressistas que fizeram melhorar a qualidade de vida dos líbios.

Finda a União Soviética, a partir de 1993 Kadafi deu boas-vindas aos investimentos estrangeiros. Após a queda de Saddam, temendo ser a bola da vez, assinou acordos para erradicar armas de destruição em massa e indenizou vítimas de seus atentados terroristas. Tornou-se feroz caçador de Osama Bin Laden. Pediu ingresso no FMI, criou zonas especiais de livre comércio, abriu o país às transnacionais do petróleo e eliminou os subsídios aos produtos alimentícios de primeira necessidade. Iniciou o processo de privatização da economia, o que fez o desemprego aumentar cerca de 30% e agravar a desigualdade social.

Kadafi mereceu elogios de Tony Blair, Berlusconi, Sarkozy e Zapatero. Como ao Ocidente, desagradou-lhe a derrubada dos governos tirânicos da Tunísia e do Egito. Agora, atira contra um povo desarmado que aspira vê-lo fora do poder.

Para as potências ocidentais, Kadafi tornou-se uma carta fora do baralho. O problema, agora, é como derrubá-lo de fato sem abrir uma nova frente de guerra e tornar a Líbia um “protetorado” sob controle da Casa Branca. Se Kadafi resistir, Bin Laden pode ganhar mais um aliado ou, no mínimo, um concorrente em matéria de ameaças terroristas.

O discurso do Ocidente é a democracia. O interesse, o petróleo. E para o capitalismo, só isto interessa: privatizar as fontes de riqueza. Enquanto a lógica do capital predominar sobre a da liberdade, o Ocidente jamais conhecerá verdadeiras democracias, aquelas nas quais a maioria do povo decide os destinos da nação.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tio Necca no bardomorro


dae galera hoje tem festa de rock com a banda Tio Necca, que no palco do bardomorro apresentara as musicas voar, cristais, sem destino entre outras de seu recente albún lançado no ano de 2010. Além de cantar músicas próprias, aquecem a noite com covers das bandas Kings Of Leon, Queens of the stone age, smashing pumpkins.
para curtir a festa os roqueiros pagam R$ 10 e as roqueiras R$ 5.

Bardomorro laches, bebidas, liberdade e muito rock and roll

Acesse: www.sapirangarockandroll.blogspot.com

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fidel Castro: As verdadeiras intenções da “Aliança Igualitária”

Por Fidel Castro

Ninguém sabia quando chegaria a Santiago do Chile e o que faria ali um presidente dos Estados Unidos, onde um de seus antecesores havia cometido o doloroso crime de promover a derrubada e a morte física de seu heroico presidente, horríveis torturas e o assassinato de milhares de chilenos.

Ao mesmo tempo, eu tratava de acompanhar as notícias que chegavam da tragédia do Japão e a brutal guerra desencadeada contra a Líbia, enquanto o ilustre visitante proclamava a “Aliança Igualitária” na região do mundo onde a riqueza está pior distribuída.

Entre tantas coisas, me descuidei um pouco e não vi nada do opíparo banquete de centenas de pessoas com as raridades que a natureza dotou os mares, que se fosse realizado em um restaurante de Tóquio, cidade onde se paga até 300 mil dólares por um atum fresco de aleta azul, teriam sido gastos até US$ 10 milhões.

Era muito trabalho para um jovem de minha idade. Escevi uma breve Reflexão e depois dormi longas horas.

Hoje de manhã estava tranquilo. Meu amigo só chegaria a El Salvador depois do meio-dia. Pedi despachos telegráficos, artigos da internet e outros materiais recém-chegados.

Vi, em primeiro lugar, que por minha culpa os despachos telegráficos tinham dado importância ao que eu dissera sobre o cargo de primeiro-secretário do partido, e explicarei isso com a maior brevidade possível. Concentrado na “Aliança Igualitária” de Barack Obama, um assunto de tanta relevância histórica – estou falando sério – nem sequer recordei que no próximo mês terá lugar o Congresso do partido.

Minha atitude com relação ao tema foi elementarmente lógica. Ao compreender a gravidade de minha saúde, fiz o que, a meu juízo, não foi necessário quando tive o doloroso acidente em Santa Clara; depois da queda o tratamento foi duro, mas a vida não estava em perigo.

Quando, porém, escrevi a Proclamação de 31 de julho, era evidente para mim que meu estado de saúde era sumamente crítico.

Retirei-me de imediato de todas as minhas funções públicas, acrescentando algumas instruções para oferecer segurança e tranquilidade à população.

Não era necessária a renúncia, em concreto, de cada um de meus cargos.

A função mais importante para mim era a de primeiro-secretário do partido. Por ideologia e por princípio, em uma etapa revolucionária, corresponde a esse cargo político a máxima autoridade. O outro cargo que eu exercia era o de presidente do Conselho de Estado e de Governo, eleito pela Assembleia Nacional. Para ambos os cargos existia um substituto, e não em virtude de vínculo familiar, que jamais considerei fonte de direito, mas por experiência e méritos.

O grau de Comandante em Chefe foi-me outorgado pela própria luta, uma questão de acaso mais do que de méritos pessoais. A própria Revolução, em etapa posterior, atribuiu corretamente a chefia de todas as instituições armadas ao presidente, uma função que, a meu juízo, deve corresponder à de primeiro-secretário do partido. Entendo que deve ser assim em um país que, como Cuba, tem tido que enfrentar um obstáculo tão considerável como o império criado pelos Estados Unidos.

Transcorreram quase 14 anos desde o último Congresso do partido, anos que coincidiram com o desaparecimento da URSS e do campo socialista, o Período Especial e minha própria doença.

Quando progressiva e parcialmente recuperei a saúde, nem sequer me passou pela cabeça a ideia ou necessidade de proceder ao formalismo de fazer renúncia expressa de nenhum cargo. Aceitei nesse período a honra da eleição como deputado à Assembleia Nacional, que não exigia a presença física, e com a qual podia compartilhar ideias.

Como disponho de mais tempo que nunca para observar, informar-me, e expor determinados pontos de vista, cumprirei modestamente meu dever de lutar pelas ideias que tenho defendido ao longo de minha modesta vida.

Rogo aos leitores que me desculpem pelo tempo gasto nesta explicação, que as circunstâncias mencionadas me obrigaram a dar.

O assunto mais importante, não esqueço, é a insólita aliança entre milionários e famintos que o ilustre presidente dos Estados Unidos propõe.

Os bem informados – aqueles que conhecem, por exemplo, a história deste hemisfério, suas lutas, ou inclusive, somente a do povo de Cuba defendendo a Revolução contra o império que, como o próprio Obama reconhece, tem durado mais tempo que “sua própria existência”–, com segurança se assombrarão com sua proposta.

Sabe-se que o atual presidente é um bom alinhavador de palavras, circunstância que, unida à crise econômica, o crescente desemprego, as perdas de habitações e a morte de soldados norte-americanos nas guerras estúpidas de Bush, o ajudaram a obter a vitória.

Depois de observá-lo bem, não me surpreenderia que fosse o autor do ridículo título com que se batizou a matança na Líbia: “Odisseia do Amanhecer”, que fez tremer o pó dos restos de Homero e dos que contribuíram para idealizar a lenda dos famosos poemas gregos; embora eu admita que talvez o título fosse uma criação dos chefes militares que manejam as milhares de armas nucleares com as quais uma simples ordem do Prêmio Nobel da Paz pode determinar o fim de nossa espécie.

De seu discurso aos brancos, negros, índios, mestiços e não mestiços, crentes e não crentes das Américas, pronunciado no Centro Cultural Palácio de la Moneda, as embaixadas dos Estados Unidos distribuíram cópia fiel em todas as partes, e foi traduzido e divulgado por Chile TV, CNN, e imagino que outras emissoras em outros idiomas.

Foi ao estilo do que pronunciou no primeiro ano de seu mandato, no Cairo, a capital de seu amigo e aliado Hosni Mubarak, cujas dezenas de bilhões de dólares subtraídos ao povo é de se supor que um presidente dos Estados Unidos sabia.

“…O Chile demostrou que não temos por que estar divididos por raças […] ou conflitos étnicos”, assegurou, deste modo o problema americano foi apagado do mapa.

Insiste obsessivamente quase de imediato que “…este maravilhoso lugar onde nos encontramos, a poucos passos de onde o Chile perdeu sua democracia há várias décadas…” Tudo menos pronunciar o golpe de Estado, o assassinato do meticuloso general Schneider, o nome glorioso de Salvador Allende, como se o governo dos Estados Unidos não tivesse que ver em absoluto nada com isso.

O do grande poeta Pablo Neruda, cuja morte o golpe traidor acelerou, foi pronunciado mais de uma vez, nesse caso para afirmar de forma poeticamente bela que nossas “estrelas” primordiais são a “luta” e a “esperança”. Obama ignora que Pablo Neruda era comunista, amigo da Revolução Cubana, grande admirador de Simón Bolivar, que renasce a cada cem anos, e inspirador do Guerrilheiro Heroico Ernesto Guevara?

Fiquei admirado quase desde o início de sua mensagem, com os profundos conhecimentos históricos de Barack Obama. Algum assessor irresponsável se esqueceu de explicar-lhe que Neruda era militante do Partido Comunista do Chile. Depois de outros parágrafos sem transcendência, reconhece que: “Sei que não sou o primeiro presidente dos Estados Unidos a prometer um novo espírito de cooperação com nossos vizinhos latino-americanos. Sei que às vezes, os Estados Unidos não têm dado suficiente importância a esta região.”

“…A América Latina não é o velho estereótipo de uma região em conflito perpétuo nem prisioneira por ciclos intermináveis de pobreza.”

“Na Colômbia, grandes sacrifícios por cidadãos e forças da segurança têm restaurado um nível de segurança que não se via desde há décadas”. Ali jamais houve narcotráfico, paramilitares nem cemitérios clandestinos.

Em seu discurso a classe operária não existe, nem camponeses sem terras, tampoco os analfabetos, a mortalidade infantil ou materna, os que perdem a visão, ou são vítimas de parasitas como o mal de Chagas ou de doenças bacterianas como o cólera.

“Desde Guadalajara até Santiago e São Paulo, uma classe média está exigindo mais de si mesma e mais de seu governo”, expressa.

“Quando um golpe de Estado em Honduras ameaçou o progresso democrático, os países do hemisfério invocaram unanimemente a Carta Democrática Interamericana, o que ajudou a assentar as bases do retorno ao Estado de direito.”

A verdadeira razão do maravilhoso discurso de Obama se explica de forma indiscutível no meio da sua mensagem e com as suas próprias palavras: “A América Latina só vai se tornar mais importante para os Estados Unidos, especialmente para nossa economia. […] Compramos mais de seus produtos e serviços que nenhum outro país, e investimos mais nesta região que nenhum outro país. […] nós exportamos mais de três vezes à América Latina do que o que exportamos para a China. Nossas exportações para esta região… aumentam mais rápido do que nossas exportações para o resto do mundo…”. Pode-se ocasionalmente deduzir disto que “quanto mais próspera seja a América Latina, mais prósperos serão os Estados Unidos.”

Obama dedica mais adiante insípidas palavras aos fatos reais:

“Mas sejamos francos e também admitamos […] que o progresso do continente americano não é suficientemente rápido. Não para os milhões que sofrem a injustiça da extrema pobreza. Não para as crianças nos bairros e favelas, que só querem as mesmas oportunidades que têm os demais.”

“O poder político e econômico com demasiada frequência está concentrado nas mãos de poucos, em vez de servir à maioria”, expressou textualmente.

“Não somos a primeira geração que enfrenta esses desafios. Há exatamente 50 anos, o presidente John F. Kennedy propôs uma ambiciosa Aliança para o Progresso.”

“O desafio diante do presidente Kennedy persiste: ‘construir um hemisfério em que todos [os povos] possam ter a esperança de um nível de vida apropriado, em que todos possam viver sua vida com dignidade e liberdade’.”

É incrível que venha agora com essa história tão tosca que constitui um insulto à inteligência humana.

Não lhe resta mais remédio que mencionar entre as grandes calamidades um problema que se origina no colossal mercado dos Estados Unidos e com as armas homicidas desse país: “Os bandos de criminosos e narcotraficantes não são apenas uma ameaça contra a segurança dos cidadãos. São uma ameaça contra o desenvolvimento, porque afugentam o investimento de que a economia necessita para prosperar. E são uma ameaça direta contra a democracia porque alentam a corrupção que solapa as instituições por dentro”.

Mais adiante acrescenta relutantemente: “Mas nunca eliminaremos o atrativo dos cartéis e bandos a não ser que também enfrentemos as forças sociais e econômicas que alimentam a criminalidade. Necessitamos chegar aos jovens vulneráveis antes que recorram às drogas e ao crime”.

“Como presidente, tenho deixado claro que nos Estados Unidos aceitamos nossa responsabilidade pela violência gerada pelas drogas. A demanda de drogas, incluída a dos Estados Unidos, impulsiona esta crise. Por isso formulamos uma nova estratégia para o controle das drogas que está centrado em reduzir a demanda de drogas por meio da educação, prevenção e tratamento.”

O que ele não diz é que em Honduras 76 pessoas em cada 100 mil habitantes morrem por causa da violência, 19 vezes mais do que em Cuba, onde praticamente, apesar da proximidade dos Estados Unidos, tal problema quase não existe.

Depois de umas quantas bobagens do tipo, sobre as armas direcionadas ao México, que estão confiscando, um Acordo Transpacífico, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com o qual diz que se esmeram em aumentar o “Fundo de Crescimento com Microfinanciamento para as Américas” e prometer a criação de novas “Vias à Prosperidade” e outros termos altissonantes que pronuncia em inglês e espanhol, volta a suas peregrinas promessas de unidade hemisférica e trata de impressionar os ouvintes com os riscos das mudanças climáticas.

Obama acrescenta: “E se alguém duvida da urgência das mudanças climáticas, basta que olhem dentro do continente americano, desde as fortes tormentas do Caribe até o derretimento das geleiras nos Andes e a perda de bosques e terras de cultivo em toda a região”. Sem o valor de reconhecer que seu país é o máximo responsável por essa tragédia.

Explica que se orgulha de anunciar que “…os Estados Unidos estão trabalhando com sócios na região, entre eles o setor privado, para aumentar em 100 mil o número de estudantes dos Estados Unidos na América Latina e em 100 mil o número de estudantes da América Latina que estudam nos Estados Unidos”. Já se sabe o que custa estudar Medicina ou outra carreira nesse país e o roubo descarado de cérebros que os Estados Unidos praticam.

Todo o seu palavreado para terminar com uma loa à OEA que Roa qualificou como “Ministério Ianque das Colônias”, quando, em memorável denúncia de nossa pátria nas Nações Unidas, informou que o governo dos Estados Unidos tinha atacado nosso território em 15 de abril de 1961 com bombardeiros B-26 pintados com insígnias cubanas; um fato desavergonhado que dentro de 23 dias completará 50 anos.

Dessa forma acreditou que tudo estava totalmente pronto para proclamar o direito a subverter a ordem em nosso país.

Confessa heroicamente que estão “permitindo que os estadunidenses enviem remessas para dar certa esperança econômica às pessoas em Cuba, como também mais independência das autoridades.”

“…continuaremos buscando maneiras de aumentar a independência do povo cubano, que tem direito à mesma liberdade que todos os demais países neste hemisfério.”

Em seguida, reconhece que o bloqueio prejudica Cuba, priva a economia de recursos. Por que não reconhece que as intenções de Eisenhower e o objetivo declarado dos Estados Unidos quando o aplicou era render pela fome o povo de Cuba?

Por que se mantém? A quantas centenas de bilhões de dólares ascende a indenização que os Estados Unidos devem pagar a nosso país? Por que mantêm na prisão os cinco heróis antiterroristas cubanos? Por que não se aplica a Lei de Ajuste a todos os latino-americanos, em vez de permitir que milhares deles morram ou fiquem feridos na fronteira imposta ao país do qual foi arrebatada mais da metade do seu território?

Rogo ao presidente dos Estados Unidos que me escuse a franqueza.

Não abrigo sentimentos hostis para com ele ou seu povo.

Cumpro o dever de expor o que penso de sua “Aliança Igualitária”.

Os Estados Unidos nada ganharão ao criar e estimular o ofício de mercenários. Posso asegurar-lhe que os melhores e mais preparados jovens de nosso país graduados na Universidade de Ciências Informáticas conhecem muito mais de Internet e computação do que o Prêmio Nobel e presidente dos Estados Unidos.

Fidel Castro Ruz
22 de março de 2011, 21h17
Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho

terça-feira, 22 de março de 2011

Reflexão de Fidel Castro: Os sapatos me apertam


Enquanto os reatores sinistrados despejam fumaça radiativa no Japão, e aviões de monstruosa aparência e submarinos nucleares lançam mortíferas cargas teleguiadas sobre a Líbia, um país norte-africano do Terceiro Mundo com apenas seis milhões de habitantes, Barack Obama contava aos chilenos uma fábula parecida com as que eu escutava quando tinha quatro anos: “Os sapatos me apertam, as meias fazem calor; e o beijinho que me deste levo no coração”.

Alguns de seus ouvintes ficaram pasmos naquele “Centro Cultural” em Santiago do Chile.

Quando o presidente mirou ansioso o público depois de mencionar a pérfida Cuba, esperando uma explosão de aplausos, houve um silêncio glacial. Às suas costas – Ah! Feliz coincidencia! – entre as demais bandeiras latino-americanas, estava exatamente a de Cuba.

Se por um segundo desse uma volta sobre seu ombro direito, teria visto, como uma sombra, o símbolo da Revolução na Ilha rebelde que seu poderoso país quis, mas não pôde, destruir.

Qualquer pessoa seria, sem dúvida, extraordinariamente otimista se espera que os povos de Nossa América aplaudam o 50º aniversário da invasão mercenária de Giron, 50 anos de cruel bloqueio econômico de um país irmão, 50 anos de ameaças e atentados terroristas que custaram milhares de vidas, 50 anos de projetos de assassinato dos líderes do histórico processo.

Senti-me aludido em suas palavras.

Prestei, efetivamente, meus serviços à Revolução durante muito tempo, mas nunca eludi riscos nem violei princípios constitucionais, ideológicos ou éticos; lamento não ter tido mais saúde para seguir servindo-a.

Renunciei sem vacilação a todos os meus cargos estatais e políticos, inclusive ao de Primeiro Secretário do Partido, quando adoeci e nunca tentei exercê-los depois da Proclamação de 31 de julho de 2006, nem quando recuperei parcialmente minha saúde mais de um ano depois, embora todos continuassem intitulando-me afetuosamente dessa forma.

Mas sigo e seguirei sendo como prometi: um soldado das ideias, enquanto possa pensar e respirar.

Quando perguntaram a Obama sobre o golpe de Estado contra o heróico presidente Salvador Allende, promovido como outros muitos pelos Estados Unidos, e a misteriosa morte de Eduardo Frei Montalva, assassinado por agentes da Dina, uma criação do governo norte-americano, perdeu sua presença de espírito e começou a tartamudear.

Foi certeiro, sem dúvida, o comentário da televisão do Chile ao final de seu discurso, quando expressou que Obama já não tinha nada que oferecer ao hemisferio.

De minha parte, não quero dar a impressão de que experimento ódio a sua pessona, e muito menos ao povo dos Estados Unidos, a cujos muitos de seus filhos reconheço o aporte à cultura e à ciência.

Obama tem agora pela frente uma viagem a El Salvador nesta terça-feira. Ali terá que inventar bastante, porque nessa nação centro-americana irmã, as armas e os treinadores que recebeu dos governos de seu país, derramaram muito sangue.

Desejo-lhe boa viagem e um pouco mais de sensatez.

Fidel Castro Ruz
21 de março de 2011, 21h32
Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho

Reflexão de Fidel Castro: A aliança igualitária


Por Fidel Castro Ruz
A opinião pública mundial estava comovida com a tragédia do Japão. O número de vítimas do terremoto, do tsumani, do acidente nuclear, não parou de crescer. São dezenas de milhares de pessoas mortas, desaparecidas e irradiadas. Também crescerá consideravelmente a resistência ao uso da energia nuclear.

O mundo está sofrendo as consequências das mudanças climáticas; a escassez e o preço dos alimentos, os gastos militares e o desperdício dos recursos naturais e humanos crescem. Uma guerra era o mais inoportuno que poderia ocorrer nestes momentos.

O giro de Obama pela América Latina passou para segundo plano. No Brasil, se tornaram evidentes as contradições de interesses entre os Estados Unidos e esse país irmão. Não se pode esquecer que o Rio de Janeiro competiu com Chicago pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Obama quis cortejar o gigante sul-americano. Falou da “extraordinária ascensão do Brasil” que tem chamado a atenção internacional e elogiou sua economia como uma das que crescem mais rapidamente no mundo, mas não se comprometeu nem um pouco em apoiar o Brasil como membro permanente do privilegiado Conselho de Segurança.

A presidente brasileira não vacilou em expressar sua inconformidade com as medidas protecionistas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, por meio de tarifas e subsídios, que têm constituído um forte obstáculo à economia desse país.

O escritor argentino Atilio Boron afirma que para Obama:

“…o que (…) mais interessa em sua qualidade de administrador do império é avançar para o controle da Amazônia. O requisito principal desse projeto é entorpecer, já que não pode deter, a crescente coordenação e integração política e econômica em curso na região e que foi tão importante para fazer naufragar a Alca em 2005 e frustrar a conspiração secessionista e golpista na Bolívia (2008) e no Equador (2010). Também deve tratar de semear a discórdia entre os governos mais radicais da região (Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador) e os governos ‘progressistas’ – principalmente Brasil, Argentina e Uruguai…”

“Para os mais ousados estrategistas estadunidenses, a região amazônica, assim como a Antártida, é uma área de livre acesso, onde não se reconhecem soberanias nacionais…”

Amanhã, Obama viajará ao Chile. Chegará precedido de uma entrevista que concedeu ao diário El Mercurio, publicada ontem, domingo (20), na qual confessa que o “Discurso para as Américas” – assim o qualifica – se fundamenta em uma “aliança igualitária” com a América Latina, que quase nos deixa sem fôlego ao relembrar “A Aliança para o Progresso” que precedeu a expansão mercenária de Playa Girón.

Obama confessa textualmente:

“Nossa visão para o hemisfério (…) se baseia no conceito de aliança igualitária que tenho perseguido desde que assumi a Presidência dos Estados Unidos.

“Também terei como foco áreas específicas nas quais podemos trabalhar juntos, como o crescimento econômico, a energia, a segurança cidadã e os direitos humanos”.

"Essa visão", pontuou, tem por objetivo "melhorar a segurança comum, expandir oportunidades econômicas, assegurar um futuro energético limpo e apoiar os valores democráticos que compartilhamos”.

(...) “promover um hemisfério seguro, estável e próspero, no qual os Estados Unidos e nossos aliados compartilhem responsabilidades em assuntos chave, tanto em nível regional como global.”

Tudo como se pode apreciar maravilhosamente belo, digno de se enterrar como os segredos de Reagan, para publicar em 200 anos. O problema é que, como informa a agência DPA, segundo sondagem realizada pelo diário La Tercera, “em 2006, 43% da população chilena rechaçava as centrais nucleares”.

“Dois anos depois do rechaço, subiu para 52% e em 2010 chegou a 74%”. Hoje, depois do que aconteceu no Japão, alcança “86% dos chilenos…”

Faltaria fazer somente uma pergunta a Obama. Levando em conta que um de seus ilustres antecessores, Richard Nixon, promoveu um golpe de Estado e a morte heroica de Salvador Allende, as torturas e o assassinato de milhares de pessoas, o senhor Obama pedirá desculpas ao povo do Chile?

Fidel Castro Ruz
20 de março de 2011
20h14

Fonte: CubaDebate
Tradução de Fabíola Perez

quarta-feira, 16 de março de 2011

Os desastres que ameaçam o mundo



15 de março de 2011

Se a velocidade da luz não existe, se a estrela mais próxima ao nosso Sol era de quatro anos-luz da Terra, o único planeta habitado no nosso sistema, se realmente existem OVNIS, os visitantes viagem imaginária para o planeta não entenderia as coisas da nossa humanidade sofredora.

Apenas alguns séculos na história antiga do homem, ninguém sabia o que estava acontecendo em todo o globo. Hoje sabemos instantaneamente, e às vezes os eventos de grande envergadura que afetam todos os povos do mundo.

Sem a introdução posterior, vou a notícia mais importante dos últimos dois dias.

"Telesur, 13 de marco de 2011: alarme erupção do vulcão no Japão novos ativos

"A Agência Meteorológica do Japão disse que o vulcão Shimoedake, localizado na Ilha de Kyushu, sudoeste do Japão, no domingo, jogaram pedras e cinzas até quatro mil metros, após duas semanas de relativa calma e dois dias depois do devastador terremoto e tsunami que atingiu o país. "

"... Tornou-se operacional em Janeiro pela primeira vez em 52 anos ..."

"De acordo com uma reportagem da BBC, os imóveis situados num raio de 4 km foram danificadas e centenas de pessoas fugiram em pânico ao redor."

"O terremoto [...] medição 9,0 graus na escala Richter, segundo a Agência Meteorológica do Japão, já teve um impacto sobre outros vulcões ..."

"O Japão oprimido pelo tsunami, terremotos e explosões nucleares

"Sendai, no Japão, 14 Mar 2011 (AFP) - Uma explosão no reator número duplo 3 da usina nuclear de Fukushima na segunda-feira um alimentado temores de um desastre nuclear no Japão, um país já dominado por um terremoto e tsunami pode ter deixado mais de 10.000 mortos.

"A Tokyo Electric Power (TEPCO), operador de Fukushima 1 (250 km a nordeste de Tóquio), também admitiu a possibilidade de que o combustível do reator 2 entrou em operação devido a uma falha no circuito de refrigeração. O governo, entretanto, minimizou a possibilidade de que uma grande explosão acontece neste reator.

"As equipes de resgate encontraram cerca de 2.000 mortos na costa da província de Miyagi (leste), enquanto milhões de japoneses estavam tentando sobreviver sem água, eletricidade, combustível e comida suficiente e centenas de milhares foram forçados a permanecer nas escolas emergência provocada pelo tsunami que destruiu suas casas. "

"As equipes de resgate de todo o mundo chegou ao arquipélago para ajudar mais de 100.000 soldados que procuram assistir em um país ainda abalado por tremores e constantemente assustados com os falsos alarmes de tsunamis novo."

"O medo de um desastre nuclear foi adicionado à ansiedade provocada pela devastação. O terremoto tsunami, e explosões no centro que o país enfrenta a sua "(...) pior crise desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan "

"Uma explosão ocorreu no sábado no reator n º 1, que matou onze pessoas e ferindo técnico.

"A fusão causa de superaquecimento das barras de combustível, que começam a derreter como velas."

"As autoridades declararam estado de emergência em uma segunda usina, a de Onagawa (Nordeste) ..."

"Outra usina nuclear, a Tokai, sofreu danos ao seu sistema de arrefecimento ..."

"O terremoto, de magnitude 8,9, eo tsunami subsequente 10 metros de altura varreram na sexta-feira arquipélago ao largo da costa nordeste do Japão".

"Mais de 10 mil pessoas podem ter perdido suas vidas no litoral da província de Miyagi (nordeste do Japão) ..."

"Pelo menos 5.600 mil famílias continuam sem energia elétrica ..."

"SAIBA MAIS-O que acontece nos reatores nucleares no Japão?

"14 mar (Reuters) - Uma explosão abalou a segunda usina nuclear japonesa danificada por um terremoto, onde as autoridades trabalham desesperadamente para evitar um colapso dos reatores."

"O núcleo de um reator consiste de uma série de tubos ou barras de metal de zircônio contendo pastilhas de urânio combustível armazenado em que os engenheiros chamam de equipamentos de combustível."

"O arrefecimento do apoio teve problemas várias vezes durante os últimos três dias em reatores 1, 2 e 3 na unidade de Fukushima."

"Mas a degradação natural dos materiais radioativos no núcleo do reator continua a produzir calor, o calor residual chamado, caindo para quarto de seu nível original durante a primeira hora e depois desaparece lentamente."

"Normalmente, esse calor é removido por bombas de refrigeração da fábrica em Fukushima perdeu de alimentação de emergência por causa do terremoto tsunami, ou ambos."

"Foi o gás hidrogênio que provocou duas explosões na fábrica em Fukushima, na Unidade 1, no sábado e no reator 3 na segunda-feira, de acordo com especialistas e funcionários."

"Se você quebrar uma cúpula de aço dentro de um reator, os níveis de radiação subiria. Mas neste momento porque não há calor suficiente para destruí-los, dizem os especialistas. "

"Permanece o risco de que subjacente ao núcleo, o que poderia tornar muito difícil ou mesmo impossível a remoção do combustível, que é o que aconteceu em Three Mile Island, na Pensilvânia, em 1979."

"EFE 14-03:" navios U. S. Costa afastado japonês para detecção de radioatividade em 17 soldados

"O Pentágono anunciou hoje que 17 soldados envolvidos nos esforços de socorro no Japão testou positivo para" níveis baixos "de radioatividade e transferir temporariamente os navios encomendados Sétima Frota, baseado na cidade japonesa de Yokosuka."

"O porta-aviões USS Ronald Reagan foi de 160 quilômetros a nordeste da usina no momento da fuga depois do tsunami que se seguiu ao terremoto de nove graus na escala Richter sacudiu o Japão".

"Luta para refrigerar reatores 2 e 3 de Fukushima e um número crescente de mortos"

"International Writing, 14 mar (EFE) .- A responsabilidade da unidade 2 da central japonês Fukushima tente refrigerar, depois de hoje poderia ter sofrido um colapso parcial devido ao sobreaquecimento, bem como resfriar o reator 3, onde houve uma explosão que não houve vazamento de radioatividade. "

"Enquanto as autoridades se esforçam para controlar a ameaça nuclear, um número crescente de vítimas do terremoto que causou a pior tragédia no Japão desde a Segunda Guerra Mundial."

"O terremoto pôde ser sentido fortemente em Tóquio, a maior cidade do mundo com mais de 30 milhões de pessoas, onde a atmosfera é triste e as pessoas recorrem a meios alternativos de transporte, como bicicleta, antes que os cortes de energia."

"O país Agência Meteorológica do Japão alertou a população de uma semana de novos tremores e uma chance de 70 por cento de que até quarta-feira para registrar um terremoto de 7 graus no Japão".

"A Alemanha suspendeu por três meses extensão planos nucleares

"Berlim, 14 mar (DPA)"

"O acidente relatado esta semana na fábrica japonesa de Fukushima na sequência do sismo e do maremoto que devastou o país asiático nesta sexta-feira" ter mudado completamente a situação mundial ", disse Merkel."

"" O acidente em show no Japão que o que pensávamos impossível é possível e os riscos que consideramos pouco provável, não é tão improvável ", continuou ele apontando ..."

"AFP. Iêmen: três manifestantes mortos, incluindo um 12 anos "

12/03/11

"SANAA (AFP) - Três manifestantes foram mortos, incluindo um menino de 12 anos, e centenas ficaram feridos neste sábado no Iêmen, onde os rebeldes acusaram a polícia de ter usado gás venenoso para dispersá-los."

"Um manifestante morreu e cerca de 300 foram feridos ou envenenados por gás ..."

"A ONU disse que 37 manifestantes e pelo menos seis policiais foram mortos desde o início dos distúrbios no Iêmen".

"ABU DHABI, 14 de março (Reuters)"

"O aumento do preço do petróleo ea recente redução abrupta nos estoques globais do cereal poderia apontar para uma crise de abastecimento, disse o diretor da organização (FAO, em Inglês), Jacques Diouf, disse à Reuters ...."

"'Os preços elevados são uma preocupação e temos um forte declínio no estoque" ...."

"LONDRES (AP) _ A defesa da empresa BAE Systems PLC, com sede na Grã-Bretanha, subornado autoridades sauditas para obter contratos no valor de milhões de armas, de acordo com um cabo EUA diplomática vazou e publicado no Wikileaks."

"... A BAE, o contratante a maior defesa europeia, tinha mais de 70 milhões de libras (113 milhões de dólares) a um príncipe saudita".

"EFE. Ashton não descarta a possibilidade de zona de exclusão aérea impostas à Líbia

"O chefe da Política Externa da UE, Catherine Ashton, não se pronunciou hoje no Cairo a possibilidade de impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, após reunião com o secretário-geral da Liga Árabe, Amro Musa".

"TRIPOLI, 14 (Bloomberg) - O hoje forças atacaram Ajdabiya Muammar Kadafi, no leste da Líbia, e da cidade de Zuwarah, no noroeste do país, enquanto a oposição do Conselho Nacional, disse que as posições e disse que ele tem um compromisso internacional estabelecer uma zona de exclusão aérea ".

"O Conselho, disse hoje que conseguiu o compromisso dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França para organizar uma zona de exclusão aérea".

"O general Abd al Fattah Younis, um membro do conselho dos militares rebeldes, disse que as posições em áreas costeiras e no leste do país ..."

"'Vamos devolver o controle dessas cidades e, em breve sentir que o nosso exército está a avançar para Tripoli, Sirte e'."

"100 mil voluntários Kadafi FORÇAS

"TRIPOLI, 14 (ANSA) - Cerca de 100 000 voluntários se uniram às forças armadas da Líbia desde o início dos combates entre as tropas de apoio Muammar Kadafi e os grupos rebeldes, fontes do governo nesta terça-feira."

"Bahrain: Oposição denuncia" ocupação "após a chegada soldados sauditas.

"MANAMA, 14 Mar 2011 (AFP)"

"'O povo do Bahrein enfrenta um perigo real: a de uma guerra contra o Bahrein, sem uma declaração de guerra", destacou a sete membros da oposição, incluindo xiitas Wefaq disse em um comunicado.

"'Nós consideramos a renda de cada soldado, cada veículo militar nas áreas de terra, ar ou mar, o reino do Barein como uma ocupação flagrante, uma conspiração contra o povo do Bahrein desarmado, e uma violação dos acordos e convenções internacionais" Ele disse que a oposição ".

"O Iêmen MAIS PROTESTOS Bahrain, e MARROCOS

"MANAMA e Aden, 13 (Bloomberg) - Os protestos continuaram hoje no Iêmen, onde três pessoas morreram, Bahrein e Marrocos, em reclamações contra os governos destes países, as fontes locais, disse."

"... Na Arábia Saudita, dezenas de pessoas se reuniram perto da sede do Ministério do Interior em Riad para a libertação de um grupo de activistas detidos pela polícia."

"MANAMA (AP) - Dezenas de milhares de manifestantes no Bahrein no sábado, cercaram um palácio real, onde ele ruidosamente liberdades políticas e exigiu a renúncia do rei, um dia depois de forças de segurança reprimiram violentamente um protesto semelhante."

"As manifestações no país são semelhantes aos do Egito e Tunísia."

"Bahrain é particularmente importante para Washington, porque não há destacou a 5 ª Frota da Marinha S. U. ..."

"EAU irá enviar tropas para o Bahrein

"Dubai, 14 Mar 2011 (AFP) - Os Emirados Árabes Unidos anunciou nesta segunda-feira que vai enviar tropas para o Bahrein para ajudar a" preservar a ordem ea estabilidade "no país vizinho, que chegou aqui com a mesma finalidade militar saudita .

"MANAMA, 14 Mar 2011 (AFP) - A oposição do Bahrein, disse na segunda-feira que" qualquer presença militar estrangeira "será considerada como" ocupação "para reagir à chegada de tropas para o reino da Arábia Saudita."

"Mais de mil soldados sauditas, que são parte da força conjunta do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), chegou no Bahrein, abalada por uma onda de manifestações, disse um oficial à AFP da Arábia Saudita."

"MÉXICO (AFP) - A operação denominada" Fast and Furious 'nos Estados Unidos, presumivelmente deliberadamente permitido para o México a partir de quase 2.000 armas, colocar em uma relação delicada entre os dois países, dizem os especialistas, e causou o problema por unanimidade legisladores mexicanos ".

"Se os Estados Unidos agiram sem incluir qualquer resort mexicano é uma ingerência inaceitável e um sinal claro de desconfiança" em Washington para as forças da polícia mexicana, disse à AFP Jorge Montaño, ex-embaixador do México nos Estados Unidos. "

"O México está enfrentando espiral de violência sem precedentes, que deixou cerca de 35.000 mortes desde dezembro de 2006, em confrontos entre traficantes e em operações anti-narcóticos, além de centenas de vítimas apanhadas no fogo cruzado."

"O Senado mexicano descreveu um 'Velozes e Furiosos", como uma operação "agressiva e unilateral" e uma "afronta à soberania" do México. "

"IPS 1914-1903 15:04"

"Hoje foi noticiado que o núcleo do reator número dois estava derretendo Fukushima 1 depois que falhou a emergência sistemas de refrigeração, agravando os temores de contaminação radioativa. No sábado e segunda-feira houve explosões nos reactores de um e três. "

"O reator número dois funciona no combustível chamado óxido misto (MOX), que contém plutónio, uma substância particularmente nocivos para a saúde."

"ROMA, 14 (ANSA) - Um total de 442 reactores nucleares são ativos no mundo, concentrados em 29 países e construído por mais de dez empresas.

"[...] A Europa, cujos governos começaram hoje a rever a sua política para o sector, tem 148 reatores ativos em 16 países.

"Para os [...] e adicionar 65 ativos em construção ..."

"O recorde mundial de número de reatores nucleares no escritório é realizada pelos Estados Unidos, com 104, seguido pela França (58), Japão (54) ..."

Quebrando a notícia que acabou de chegar a Cuba relatório que havia uma terceira explosão em Fukushima:

"EFE 15-03 20:13: O receio de vazamento radioativo de uma fusão de um reator em Fukushima

"Tóquio, 15 mar (EFE) .- O operador da planta nuclear de Fukushima (nordeste do Japão), reconheceu hoje que teme uma fuga de radiação de um possível colapso do reator número 2, que sofreu uma explosão, esta manhã.

"A Tokyo Electric Power (Tepco) admitiu que pode ter sido emitido radiação após ser danificado a estrutura em torno do reator número 2, enquanto os níveis de radioatividade na área, marcou o microsievert 8.217 por hora, em comparação a 500 permitidos."

Você pode ver a situação complexa no mundo árabe, cujos povos têm levantado uma onda revolucionária.

O rei saudita apoiou a guerra da NATO na Líbia, enquanto a OTAN apoia Bahrein invasão da Arábia Saudita. O sangue dos povos árabes será derramado em nome da grande multinacional dos EUA, enquanto isso, os preços do petróleo atingem os limites não são previsíveis como a guerra estourou nas áreas de produção aumentou e os desastres nucleares no Japão multiplicar resistência dos povos à proliferação de usinas nucleares.

Resíduos e sociedades de consumo capitalista neoliberal e imperialista fase, estão levando o mundo para um beco sem saída, onde a mudança climática eo aumento do custo dos alimentos, levando a bilhões de pessoas para as piores taxas de pobreza .


Fidel Castro Ruz
Marzo 14 de 2011
9 y 35 p.m.

Fonte: cubadebate.cu

terça-feira, 15 de março de 2011

Ser Pai

Em sua pequena maioria nós pais, recorremos a instância judiciária para ter o direito de viver ao lado de nossos filhos, digo em sua pequena maioria porque no brasil geralmente os pais vão até o judiciário para pedir dna, auxilio alimentação (a famosa pensão), e acabam esquecendo o objetivo maior que trata da educação de nossos pequenos anjos, que ao nosso lado vão descobrir um imenso mundo de oportunidades.
Augusto Cury em seu livro Pais Brilhantes Professores Fascinantes, diz, “Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar no que somos”.
Devemos no dia a dia curtir cada momento novo, aplaudir uma descoberta, instigar novas palavras, ficar acordado ate mais tarde recortando as pegadas do coelho que durante a madrugada vem trazer ovos de chocolate na sexta que esta debaixo da cama, deixar que eles nos ajudem a fazer os negrinhos e branquinhos da festa de aniversário, auxiliar quando cai ao chão fazendo alguma travessura com palavras de confiança e o mais importante de todos ler a história dos três porquinhos e do ursinho puff, segurando a sua mão ate que adormeça.
Ser pai é, ter a cada dia o sinônimo de dever cumprido com a tarefa, estar tranquilo consigo mesmo para sim estar em sintonia com os filhos, família e o plano espiritual.


Esta mensagem é para todos pais e filhos deste país, feita com muito carinho e em especial para minha amada filha Vitória Iost Cardoso.

segunda-feira, 14 de março de 2011

8 de março: a luta das jovens mulheres no poder


Interrompo o recesso do blog para prestar a imprescindível homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, ocorrido durante o Carnaval.
Sob a temática do blog, a data é importante para afirmar que ainda é ausente uma grande e necessária política para as jovens mulheres, principais vítimas da exploração sexual, tráfico humano, da gravidez precoce que reproduz a pobreza, mas também bloqueia a escolaridade e a empregabilidade de tantas meninas, especialmente de baixa renda; o aborto que segue tendo este como público referencial, ceifando vidas nas clínicas clandestinas; o processo grave recente de feminização e juvenização da AIDS (que fez o ministério da saúde realizar uma campanha de carnaval focada nas jovens mulheres em 2011) e os números altos de violência entre jovens nos relacionamentos, que alcança muito mais as mulheres do que os homens. Sem contar o sexismo brutal, que neste início de ano se manifestou na ação atroz de oito policiais contra uma jovem escrivã numa delegacia de SP, cujas imagens navegaram pela internet.
São temas importantíssimos, que requerem uma reflexão do poder público mais profunda do que faz hoje e um destaque maior na agenda das políticas de juventude.
Porém, o momento brasileiro é de esperança para essa pauta, porque de esperança de aprofundamento das iniciativas para os jovens sob comando de duas mulheres.
A primeira é a que, pela 1ª vez na história deste país, ocupa o mais alto escalão do poder, a presidenta Dilma Rousseff, que prometeu cuidar em 1º lugar das mães, crianças e jovens brasileiras.
A segunda é a que será a coordenadora da Política Nacional de Juventude, Severine Macedo, a ser nomeada, mas já convidada e referendada, na chefia da SNJ.
Severine é um exemplo inspirador para a luta de todas as jovens ativistas do país, pois sua trajetória pessoal é de vitórias e sucessos.
Trabalhadora rural na pequena cidade de Anita Garibaldi (SC), passando à principal dirigente nacional da juventude da FETRAF, conselheira nacional de juventude, secretária nacional ("presidenta") da Juventude do PT, onde realizou uma gestão de brilho e ineditismos que rendeu a recomendação do ex-presidente Lula, em seu último encontro com a Executiva Nacional do PT, no Planalto, para que o partido priorizasse a reforma política, a regulação da mídia e juventude; e logo depois, procedeu-se uma autêntica revolução cultural jamais imaginada em sua intensidade: o convite ao comando do mais alto posto público da juventude brasileira, neste momento histórico de bônus demográfico, para uma jovem, mulher, agricultora e então comandante-em-chefe da frente juvenil do partido do governo. Quem conhece a história e a tradição dos movimentos juvenis brasileiros, sociais e partidários, sabe da profundidade do fato histórico.
Sem dúvida, neste 8 de março podemos comemorar, especialmente, a chegada da luta das jovens mulheres ao poder.
Na figura da Severine, minha companheira de partido, corrente política, sonhos e lutas, parabenizo e homenageio todas as mulheres brasileiras que lutam por um Brasil desenvolvido com justiça social!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Pearl Jam comemora 20 anos e relança 'Vs.' e 'Vitalogy'


Seguindo a tendência de reedições comemorativas, a banda Pearl Jam celebra seus 20 anos de carreira com o lançamento de uma edição de luxo, no dia 29 de março, de Vs. e Vitalogy, o segundo e terceiro álbum respectivamente do grupo, informou nesta quinta-feira (10) a Sony Music em comunicado.

Ouça grátis Pearl Jam no Sonora

Vs., lançado em 1993 após o sucesso de seu disco de estreia Ten, conseguiu vender 950 mil exemplares em sua primeira semana, um recorde que não foi superado em cinco anos.

Vitalogy, por sua vez, estreou direto na lista Billboard após seu lançamento em dezembro de 1994.

Os fãs da banda poderão escolher entre o download digital ou a aquisição em dois formatos diferentes, um triplo CD e uma edição de luxo para colecionadores.

O triplo CD terá os dois discos originais acompanhados de seis faixas extras (Hold on, Cready Stomp, Crazy Mary, Nothing Man, Corduroy e Better man), junto ao show inédito gravado no Orpheum Theater de Boston em 1994 durante a viagem Vs. Tour.

A edição especial, que só estará disponível no site da banda, inclui esse triplo CD, além de um duplo LP de vinil, uma fita cassete com gravações de estúdio e ao vivo, com amigos da banda interpretando músicas do Pearl Jam, gravadas nos programas de rádio Self-Pollution and Monkeywrench.

Destaques da cena grunge, calcula-se que o grupo, formado em 1990 e integrado atualmente por Eddie Vedder (voz), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (violão/guitarra), Mike McCready (violão/guitarra) e Matt Cameron (bateria), vendeu 60 milhões de discos no mundo todo.

NME: semanário elege os 50 melhores álbuns ao vivo

O semanário inglês New Musical Express (NME) lançou uma edição especial com os 100 shows mais importantes da história, ou como é dito no site NME.com, "os 100 shows que você deveria ter ido". Para marcar a ocasião, também publicou uma lista com os 50 maiores álbuns ao vivo já lançados.

Confira os álbuns eleitos.

1. Thin Lizzy - Live and Dangerous (1977)
2. Neil Young & Crazy Horse - Live Rust (1979)
3. The Who - Live At Leeds (1970)
4. Radiohead - I Might Be Wrong: Live Recordings (2001)
5. Johnny Cash - At Folsom Prison (1968)
6. Nirvana - Unplugged in New York (2004)
7. Jay Z - Unplugged (2001)
8. MC5 - Kick Out the Jams (1969)
9. The Ramones - It's Alive (1978)
10. Kiss - Alive! (1975)
11. The Rolling Stones - Get Yer Ya-Ya's Out (1970)
12. Led Zeppelin - The Song Remains the Same (1976)
13. Deep Purple - Made in Japan (1972)
14. Joni Mitchell - Miles of Aisles (1974)
15. Bill Withers - Live At Carnegie Hall (1973)
16. Aretha Franklin - Live At Fillmore West (1971)
17. Kraftwerk - Minimum Maximum (2005)
18. Iron Maiden - Live After Death (1985)
19. Lynyrd Skynyrd - One More From the Road (1977)
20. The Monterey International Pop Festival (1967)
21. Pink Floyd - Pulse (1994)
22. Jeff Buckley- Mystery White Boy (1996)
23. The Velvet Underground - Live At Max's Kansas City (1970)
24. Woodstock: Music From the Original Soundtrack and More (1969)
25. Bill Callahan - Rough Travel For a Rare Thing (2007)
26. Belle & Sebastian - If You're Feeling Sinister: Live at the Barbican (2005)
27. Black Lips - Los Valientes del Mundo Nuevo (2007)
28. Curtis Mayfield - Curtis/Live! (1971)
29. Bob Dylan & The Band - Before the Flood (1974)
30. Elvis Presley - Aloha From Hawaii (1973)
31. U2 - Rattle and Hum (1987)
32. George Harrison - The Concert For Bangladesh (1971)
33. The Band - The Last Waltz (1976)
34. Jerry Lee Lewis - Live at the Star Club, Hamburg (1964)
35. Metallica - Live Shit: Binge & Purge (1993)
36. Queen - Live At Wembley Stadium (1986)
37. James Brown - Live At The Apollo (1963)
38. Cream - Wheels of Fire (1968)
39. The Mars Volta - Scabdates (2005)
40. Muse - Haarp (2007)
41. Simon and Garfunkel - The Concert in Central Park (1981)
42. Future of the Left - Last Night I Saved Her from Vampires (2008)
43. Iggy & The Stooges - Metallic K.O. (1974)
44. Talking Heads - Stop Making Sense (1983)
45. The Cramps - Smell of Female (1983)
46. The White Stripes - Under Great White Northern Lights (2007)
47. Wilco - Kicking Television: Live in Chicago (2005)
48. Metallica - S&M (1999)
49. My Morning Jacket - Okonokos (2005)
50. Tom Waits - Glitter and Doom Live (2008)

Fonte desta matéria: NME.COM