segunda-feira, 14 de março de 2011

8 de março: a luta das jovens mulheres no poder


Interrompo o recesso do blog para prestar a imprescindível homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, ocorrido durante o Carnaval.
Sob a temática do blog, a data é importante para afirmar que ainda é ausente uma grande e necessária política para as jovens mulheres, principais vítimas da exploração sexual, tráfico humano, da gravidez precoce que reproduz a pobreza, mas também bloqueia a escolaridade e a empregabilidade de tantas meninas, especialmente de baixa renda; o aborto que segue tendo este como público referencial, ceifando vidas nas clínicas clandestinas; o processo grave recente de feminização e juvenização da AIDS (que fez o ministério da saúde realizar uma campanha de carnaval focada nas jovens mulheres em 2011) e os números altos de violência entre jovens nos relacionamentos, que alcança muito mais as mulheres do que os homens. Sem contar o sexismo brutal, que neste início de ano se manifestou na ação atroz de oito policiais contra uma jovem escrivã numa delegacia de SP, cujas imagens navegaram pela internet.
São temas importantíssimos, que requerem uma reflexão do poder público mais profunda do que faz hoje e um destaque maior na agenda das políticas de juventude.
Porém, o momento brasileiro é de esperança para essa pauta, porque de esperança de aprofundamento das iniciativas para os jovens sob comando de duas mulheres.
A primeira é a que, pela 1ª vez na história deste país, ocupa o mais alto escalão do poder, a presidenta Dilma Rousseff, que prometeu cuidar em 1º lugar das mães, crianças e jovens brasileiras.
A segunda é a que será a coordenadora da Política Nacional de Juventude, Severine Macedo, a ser nomeada, mas já convidada e referendada, na chefia da SNJ.
Severine é um exemplo inspirador para a luta de todas as jovens ativistas do país, pois sua trajetória pessoal é de vitórias e sucessos.
Trabalhadora rural na pequena cidade de Anita Garibaldi (SC), passando à principal dirigente nacional da juventude da FETRAF, conselheira nacional de juventude, secretária nacional ("presidenta") da Juventude do PT, onde realizou uma gestão de brilho e ineditismos que rendeu a recomendação do ex-presidente Lula, em seu último encontro com a Executiva Nacional do PT, no Planalto, para que o partido priorizasse a reforma política, a regulação da mídia e juventude; e logo depois, procedeu-se uma autêntica revolução cultural jamais imaginada em sua intensidade: o convite ao comando do mais alto posto público da juventude brasileira, neste momento histórico de bônus demográfico, para uma jovem, mulher, agricultora e então comandante-em-chefe da frente juvenil do partido do governo. Quem conhece a história e a tradição dos movimentos juvenis brasileiros, sociais e partidários, sabe da profundidade do fato histórico.
Sem dúvida, neste 8 de março podemos comemorar, especialmente, a chegada da luta das jovens mulheres ao poder.
Na figura da Severine, minha companheira de partido, corrente política, sonhos e lutas, parabenizo e homenageio todas as mulheres brasileiras que lutam por um Brasil desenvolvido com justiça social!

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